training-828715__340[1]

Testosterona baixa em mulheres: o que fazer?

Essa situação tem sido cada vez mais frequente. Mulheres, algumas sem sintomas e outras com queixas diversas do tipo queda do desejo sexual, cansaço, dificuldade de ganho de massa muscular entre outros, tem realizado dosagem de testosterona no sangue na tentativa de justificar o quadro. Observando valores abaixo do limite de referência do laboratório procuram então um Endocrinologista para iniciar reposição hormonal.

Neste momento é importante esclarecer os seguintes pontos:

– O valor de referência de testosterona liberado no exame é para a população masculina.  Não foi determinado ainda o valor de testosterona na mulher que tenha correlação com sintomas clínicos.  Desta forma, digamos que não é possível dizer se a sua testosterona é alta ou baixa.

– Além disso, há diversos fatores que influenciam a testosterona na mulher como a redução fisiológica com a idade e as alterações encontradas durante o ciclo menstrual.

– Outro ponto relevante é que na literatura ainda são controversos os benefícios da reposição hormonal em relação a massa óssea, déficit cognitivo e composição corporal que, a princípio, não justificam o aumento do risco cardiovascular nas pacientes submetidas ao tratamento.

Portanto é importante destacar que, na maioria dos casos, os riscos da reposição de testosterona em mulheres sobrepõe os benefícios. Outra importante limitação a reposição seria a forma como esta é feita: as formulações disponíveis no mercado nacional foram desenvolvidas para o público masculino e assim não há uma dose certa efetiva para a população feminina e nem um valor de testosterona estabelecido para ser alcançado como controle do tratamento. A libido feminina tem influencia multifatorial e muitas vezes um diagnóstico pode passar despercebido com a reposição de testosterona. Uma exceção são os casos de pacientes com diagnostico de “Transtorno do desejo sexual hipoativo”. Para melhor avaliação do caso é fundamental uma consulta médica. Falaremos mais sobre esse assunto numa próxima oportunidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como Endocrinologista no Rio de Janeiro.

Fonte: Wierman et al. Guidelines on Androgen Therapy in Women. J Clin Endocrinol Metab, October 2014, 99(10):3489 –3510.

O que deseja encontrar?

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp