Excesso de pelos

Excesso de pelos em mulheres: por que acontece e como tratar?

São poucas as áreas do corpo humano que não possuem pelos. As variações ocorrem no que se refere à idade, gênero, região em que eles crescem e o tipo. O hirsutismo é o nome da disfunção caracterizada pelo excesso de pelos em mulheres.

Desde o período de gestação, o ser humano já tem contato com os fios. Até o sétimo mês de gravidez, o feto é coberto de pelos lanugos, um tipo de fio fino, macio e sem coloração. Após o sétimo mês, eles são substituídos pelo tipo velus, que possui pigmentação.

Com o passar dos anos, há uma nova troca em algumas regiões do corpo, com o aparecimento dos pelos do tipo terminais, que são mais grossos, longos e pigmentados. Esse tipo está relacionado à produção dos hormônios masculinos, chamados andrógenos. O mais conhecido é a testosterona.

Quais são as causas do excesso de pelos em mulheres?

As mulheres que possuem o hirsutismo apresentam um crescimento excessivo de pelos terminais em regiões que são comuns apenas aos homens. Os locais mais acometidos pelo distúrbio são acima do lábio superior, ao redor dos mamilos, no tórax, nas nádegas e na parte interna das coxas.

A disfunção em si não é considerada um problema grave de saúde, mas pode causar transtornos emocionais em razão da baixa autoestima da paciente. O problema também pode ser sinal de alguma doença. Para que você entenda melhor, irei citar as principais causas do excesso de pelos em mulheres.

Síndrome dos ovários policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é um distúrbio hormonal que pode afetar o ciclo menstrual, causar acnes, obesidade e até infertilidade. Essa patologia é caracterizada pela presença de cistos, de tamanho e quantidade anormal, nos ovários.

Essa síndrome está associada a problemas no hipotálamo, na hipófise e nas adrenais, produzindo hormônios masculinos em excesso.

Síndrome de Cushing

A síndrome de Cushing é um distúrbio provocado pela alta concentração do hormônio do estresse (cortisol) no corpo humano. Apesar de ser visto como um hormônio do mal, o cortisol tem importantes funções no organismo. Quando há o acúmulo ou a ausência dele, podem ocorrer graves complicações à saúde.

A falta de tratamento pode acarretar no desenvolvimento de outras doenças, como por exemplo o diabetes, osteoporose, hipertensão, cálculo renal e perda crônica de massa muscular.

Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC)

A hiperplasia é uma patologia caracterizada pela diminuição dos níveis dos hormônios cortisol e aldosterona. O hormônio cortisol é responsável por ajudar o corpo a responder a situações estressantes e a infecções. O aldosterona promove a manutenção da normalidade nos níveis de sódio e potássio.

Quando há o agravamento da doença, o paciente pode vir a óbito. Essa disfunção afeta diretamente ao desenvolvimento corporal do bebê e provoca o crescimento excessivo de pelos, tanto em meninas quanto em meninos.

Quais são os tratamentos para o hirsutismo?

O tratamento do hirsutismo irá variar conforme a causa da disfunção. O objetivo será normalizar o excesso dos hormônios androgênicos e interromper sua ação na estrutura do pelo. Em alguns casos, apenas a remoção dos pelos pode ser suficiente. Porém, existem situações que necessitam do tratamento medicamentoso.

Há três tipos de medicamentos utilizados para tratar o hirsutismo. São eles:

  • Contraceptivos orais, pois contêm estrogênio e progesterona (hormônios femininos);
  • Antiandrógenos que bloqueiam a captação dos hormônios masculinos;
  • Cloridrato de Eflornitina, um creme que inibe o crescimento de pelos na face.

Se você chegou até aqui, tenho certeza que já sabe tudo o que precisava sobre o excesso de pelos em mulheres. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como  endocrinologista no Rio de Janeiro!

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